#7 MORRETES: AVENTURA E HISTÓRIA ENTRE O MARUMBI E O RIO NHUNDIAQUARA

In MOCHILÃO, Sem Categoria by Leandro KnoblochLeave a Comment

Torre da Igreja Matriz, Centro Histórico, Rio Nhundiaquara e ao fundo o Pico Marumbi, berço do montanhismo no país.

Morretes é uma cidade histórica que fica no litoral do Paraná, de história rica e natureza privilegiada. O nome da cidade faz menção as cadeias de montanhas que cercam o município, a sua história se mantem preservada em suas ruas com antigos casarões coloniais, a  maior parte deles construídos a margem do Rio Nhundiaquara. Diferente de algumas cidades históricas que conservam um clima bucólico e saudosista Morretes é também contemporânea, essa vibração pode ser sentida nas ruas, no comércio e nos seus moradores.

TURISMO DE AVENTURA

Para os praticantes de ecoturismo a cidade reserva muitos atrativos, o principal deles com certeza é o Pico Marumbi, primeira montanha a ter sido escalada esportivamente no Brasil. Por conta do clima e imprevistos não tivemos a oportunidade de subir ao cume, mas fomos até sua base, que fica na estação de mesmo nome, no entorno há alguns atrativos, como o cemitério dos grampos, a Pedra Lascada, Pico Rochedinho, uma pequena cachoeira e linda paisagem.

O acesso ao Pico é feito pelo Parque Estadual que leva o nome da montanha. Na entrada do parque há uma sede do IAP que faz registro dos visitantes. No Parque, além do Pico há outras atrações, com destaque ao Caminho de Itupava, que foi a primeira ligação entre Curitiba e o litoral, são 22km de trilha em meio a história.  Outra opção bem legal é a trilha que da acesso as cachoeiras do Salto dos Macacos e Salto Redondo, nós fizemos esse passeio, veja mais…

SALTO DOS MACACOS E SALTO REDONDO

(assista ao vídeo aqui)

Para realizar a trilha das cachoeiras é preciso chegar ao parque até as 9 horas da manhã. Já nos primeiros 100 metros uma travessia pelo rio já trata de deixar os pés bem molhados, então essa é a primeira dica, use calçados apropriados. Após atravessar para a outra margem do Rio uma placa de advertência informa a importância de permanecer na trilha principal, pois é alto o risco de se perder na mata, durante toda a trilha há tarjetas com numeração sequencial para facilitar o resgate em caso de emergência. Obedecendo as marcações a trilha é bem tranquila de ser feita, ao todo são 6,7km (ida e volta), o trajeto nos primeiros 2/3 é de pouca inclinação, na parte final aumenta um pouco a elevação e o terreno passa a ter mais raízes no meio da trilha o que em muitos momentos ajuda no trajeto, formando escadas naturais.

Primeiro se chega até o salto dos Macacos, é importante observar bem a trilha neste ponto, há uma descida a esquerda que leva até a cachoeira, lá há uma piscina natural e pode-se observar a bela queda d’agua. Para quem não se atentar, ou preferir seguir direto ao Salto Redondo com certeza não ficará decepcionado, o lugar é incrível, na chegada já se pode avistar uma piscina natural e a imensa queda, o que já é de tirar o fôlego, mas ao explorar o local você acaba descobrindo mais 3 piscinas naturais de águas  cristalinas e “bordas infinitas”, ah e pra melhorar da pra se divertir pra caramba nos diversos “escorregas” naturais, sim a rocha no entorno da queda é muito lisa e nos pontos onde escorre a água fica praticamente impossível parar em pé, as nossas primeiras escorregadas foram mesmo as acidentais, depois de alguns tombos e já completamente molhados fomos então escorregar de verdade, foi uma tarde muito divertida.

No dia seguinte fomos a outra cachoeira, dessa vez do outro lado da cidade, o Salto Fortuna, que fica no Parque Estadual do Pau Oco. O acesso à trilha é gratuito sendo necessário apenas identificação, não é permitido pernoitar na trilha. O caminho é bem aberto na maior parte, sem maiores dificuldades, com terreno praticamente plano por quase todo o caminho, já no final da trilha no ponto onde é preciso atravessar o rio que é necessário um pouco de atenção para encontrar o caminho, que fica a esquerda do outro lado da margem, há apenas uma pequena placa, mas dependo do ponto por onde se atravessa o rio fica muito difícil de encontrar, dali em diante o caminho tem um pouco mais de elevação, mas a distância é curta. Após pouco mais de 1,5km se chega até a cachoeira, de queda forte, que desagua em um poço muito profundo que passa dos 20 metros de profundidade, é preciso ter cautela ao entrar na piscina, é totalmente desaconselhável para quem não sabe nadar.

 

Ainda na cena do turismo de aventura vale destacar as descidas de caiaque, rafting e bóia-cross pelo Rio Nhundiaquara, o ciclismo também é bem praticado há diversos circuitos no município.

CENTRO HISTÓRICO

Boa parte da história Morreteana pode ser encontrada nas ruas do Centro, a Igreja Matriz, antigos casarios e a estação ferroviária. A cidade se beneficia da linha turística que liga Curitiba a Morretes por um belo passeio de trem através da serra do mar, com paisagens incríveis. Deste passeio dessem centenas de pessoas todos os finais de semana no centro da cidade, que caminham distraídas pelas ruas admirando a arquitetura, as feiras de artesanato local, tendas com especiarias nativas, artistas de rua e diversas opções gastronômicas. Boa parte disso tudo fica as margens do Rio Nhundiaquara, o que torna o passeio ainda mais agradável, ao som das suas águas cristalinas que correm tranquilamente rio a baixo.

 

   CONTOS POPULARES

Ouvimos por lá…

A primeira história que ouvi sobre Morretes quando cheguei na cidade foi da presença de um Lobisomem. Ela foi contada pra mim por uma testemunha do acontecido, e para tornar a história ainda mais real me falou de uma prova, a porta de uma casa que havia sido atacada e que preserva ainda as marcas das garras da criatura…

Bem, um dia antes de irmos embora encontramos novamente Pakho, que havia me contado a história e Tiago, morador da casa atacada, segue o conto…

 

“ …em uma noite do ano de 1997 dois homens andavam pelas ruas da cidade e de repente tiveram sensações estranhas, ouviram alguns sons e viram uma forte movimentação vindo de um bananal próximo, o movimento vinha em direção a eles, logo os dois começaram a correr em direção ao povoado, ao chegar encontraram boa parte das casas fechadas, era final de ano e boa parte dos poucos moradores haviam viajado, desesperadamente encontraram então uma residência com luzes acessas e trataram de entrar porta adentro, foram acolhidos pela família de Tiago, que no momento não estava em casa, mas lá estavam sua mãe e duas irmãs, que juntamente com os dois homens narram a continuação da história. Dizem que a tal criatura correu para o telhado da casa e por lá se movimento ferozmente, mas não encontrou nenhuma abertura para adentrar a residência, o barulho do telhado findou e logo em seguida um grande na porta de entrada, seguido de um silêncio absoluto, todos estavam apavorados e ficaram em choque por algum tempo, no dia seguinte ao saírem de casa notaram as marcas deixadas pela criatura na porta da residência, trata-se de 3 fendas na madeira bruta, sendo das garras do Lobisomem. A casa foi reformada há alguns anos atrás e a porta foi removida, estando ainda preservada, mas não mais na cidade e sim em Curitiba, tentaremos conseguir as fotografias para subir em breve para o site.

Da nossa passagem

Foram 10 dias muito legais na cidade, cheguei sozinho (Tai havia ido visitar a sua mãe) iria apenas passar pela cidade e retornar para Campina Grande do Sul, para o aniversário de um amigo, mas o clima da cidade me pegou, conheci pessoas que fizeram a diferença para a minha permanência, Pakho, Luiz e toda a turma do Emporio do Lago, Tiago o verdureiro de produtos orgânicos que me deu um toque bem legal e larguei de vez o tal do cigarro, o casal Marcelo e Andreia do projeto Bagrinhos pelo mundo, que estão preparando sua camper para viajar pelo, mundo, passamos um dia muito legal com eles e seus familiares, Joaldo da SilverStone que conhecemos através de um amigo que narrou uma ida deles de kombi até a Bahia em 1982, Renato, Grilo e Adonai viajantes que estavam de passagem e curtimos alguns dias juntos, os dois últimos junto com um cachorro (marrom) estão viajado a pé dede a Argentina, pretendem quebrar um recorde mundial de longa distância, juntamente com Renato fizeram um quadro muito bacana para me dar, foto a baixo. E para melhorar ainda minha passagem por Morretes teve o retorno da Tai a viagem.

 

Coloquem Morretes na lista dos próximos destinos e tenham certeza de que será uma viagem inesquecível.

Na nossa passagem por lá recebemos o apoio de:

 

FOTOS

 

 

 

Pousada Bella Morretes

R. Cel. Rômulo José Pereira, 21 – Centro Histórico, Morretes. Telefone (41) 3462-1121

ONDE COMER

Empório do Largo

Largo Dr. José Pereira dos Santos, 152 – Centro, Morretes. Telefone (41) 3462-1190.

 

Serra Verde Express

Rua General Carneiro, s/n – Centro, Morretes. Telefone (41) 3462-4333

 

Restaurante Terra Nossa

R. Quinze de Novembro, 109 – Centro, Morretes. Telefone (41) 3462-2174.

 

De Carro –> Há duas vias de acesso para se chegar a Morretes, pela BR 277 rodovia pavimenta e administrada por concessionária, possui pedágios. O outro acesso é pela centenária estrada da Graciosa, acessada pela BR-116, todo caminho é muito bonito cercado por mata virgem e florido em algumas épocas do ano.

De Trem -> Quem opera é a companhia Serra Verde Express. Os horários variam de acordo com a temporada. Geralmente tem saídas de Curitiba as 08:15 da manhã, o percurso leva em torno de 4 horas. Preços a partir de R$ 85,00. Para mais informações e reservas acesso o site da empresa.

De Ônibus –> Quem faz o trajeto vindo de Curitiba é a Empresa de Ônibus
Viação Graciosa
Tel. (41) 3432-1272 home page: www.viacaograciosa.com.br Com preços a partir de R$26,00(Jul/18)

De Avião –> O Aeroporto mais perto de Antonina é o Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

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